
Parece que parte da fanbase internacional de Tokyo Ghoul não ficou muito feliz ao saber dos acontecimentos do capítulo 125 de Tokyo Ghoul:re, lançado há alguns dias no Japão, e que vem se espalhando rapidamente pela internet. No capítulo em questão, Kaneki e Touka finalmente deixam seus sentimentos aflorarem e se entregam um ao outro em uma bela sequência de páginas para ilustrar a consumação de seu relacionamento.
Qualquer um que tenha lido Tokyo Ghoul desde o início ou assistiu ao anime, saberá que são óbvios os sentimentos, que Kaneki e Touka possuem um pelo outro. Mas, um segmento dedicado de fãs está sendo inflexível pois achavam que Kaneki e seu melhor amigo masculino Hide deveriam acabar como um casal... só para ter o seu "ship" destruído por Sui Ishida.
É muito comum entre os fãs mais dedicados de uma obra uma certa guerra de "ships" vorazes, e não é incomum a maioria deles naufragarem por não se encaixarem na história que o autor deseja contar. Até mesmo o criador da Fairy Tail, Hiro Mashima, teve que suplicar aos seus fãs para pararem de atacar uns aos outros com base nos casais que idealizavam em seus sonhos.

Infelizmente, os fãs de Tokyo Ghoul não receberam a mensagem, pois atacaram prontamente Sui Ishida através das redes sociais com afirmações de que ele era homofóbico, muitos também compartilhavam fotos queimando cópias do mangá de Tokyo Ghoul em protesto pelos acontecimentos. Alguns fãs chegaram ao disparate de desejar a morte do autor.
No entanto, outros fãs estão se unindo para mostrar a Ishida o apreço pelo seu trabalho e tentando se sobrepor aos comentários negativos contra ele. O subreddit de Tokyo Ghoul está planejando uma campanha para enviar mensagens positivas e fanarts a Ishida usando a hashtag #IshidaAppreciation entre os dias 27 de maio e 1º de junho.

Tokyo Ghoul é uma série insanamente popular e atrai todos os tipos de fãs, que investiram tempo e dedicação para acompanhar a obra. Mas é como Mashima disse, "Autores não podem cumprir todos os desejos seus fãs têm. Nós temos nossa própria convicção ao criar nossas histórias".
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