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    sexta-feira, 2 de junho de 2017

    Análise: Mulher-Maravilha

    Divulgação. © Warner Bros.

    Ao subirem os créditos finais de Mulher-Maravilha (Wonder Woman) minha reação imediata foi dizer: fod#. E não, não é nenhum exagero a crítica apontar este como o melhor filme do Universo Estendido da DC e o melhor já produzido com personagens da editora desde Batman: O Cavaleiro das Trevas, lançado lá em 2008. Ele é de fato tudo isso, e talvez até um pouco mais. Este texto não contém spoilers.


    Divulgação. © Warner Bros.


    O longa chega como uma luz de esperança ao sombrio e estabelecido Universo DC, como um voto de confiança que agora, após tropeços, as coisas parecem ter tomado o seu rumo. O primeiro filme solo da heroína nas telonas não poderia ter sido melhor.

    Ao invés de roteiros absurdamente complexos, a produção de Mulher-Maravilha resolveu firmar bem os pés no chão e com o laço da justiça não deixar escapar nenhuma ponta. E deu certo. Um roteiro que fluí naturalmente, com dosagem do que é necessário na hora certa.

    Talvez o que mais me incomode, particularmente, nos filmes produzidos pela concorrente, seja a obrigatoriedade de fazer o espectador rir, quebrando o clima de uma sequência até boa de cenas. Isso não acontece aqui. A pura e inocente visão de mundo da personagem central já é hilário, o modo como ela lida com as simples coisas do mundo dos homens é uma pura simpatia. O humor a humaniza.

    Themyscira e as Amazonas são um encanto à parte e Steve Trevor, na pele do ator Chris Pine está muito bem. Talvez meu receio fosse que o ator se mostrasse gélido demais para o papel, um tanto quanto robotizado, mas a química entre os dois é bastante funcional.


    Divulgação. © Warner Bros.


    As cenas de ação do longa, em muita das vezes em câmera lenta (preferível pela diretora) são muito empolgantes. Um dos melhores momentos sem dúvida está durante um campo de batalha, onde os valores sob os quais Diana acredita são colocados a prova. E por falar em sequência de cenas, esqueça os filtros escuros, aqui todas elas são muito bem iluminadas.

    Simples e emocional, Mulher-Maravilha é um filme universal. Talvez seu maior desfalque seja em posicionar como centro da transformação de Diana,desde pequena à vida adulta, em Ares, ao mesmo tempo em que o trata como um “solado comum do exército inimigo”.

    Se antes a escolha de Gal Gadot era motivo de críticas, hoje elas certamente não existem mais. Ela é a Mulher-Maravilha. E não me espantaria o público torcer muito mais por ela que qualquer outro personagem futuramente, algo que se dá por esta excelente construção de origem.

    Mulher-Maravilha veio para mostrar que ser uma super-heroína é mais que um símbolo sexual. Forte, destemida, e que fala por si só. Um filme forte, em todos os sentidos.

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